domingo, 19 de junho de 2011

Voem, borboletas!

É algo que se mexe. Aqui dentro, no estômago. Algo que parece parar em cada órgão e bater suas asas, pra que eles se manifestem, fazendo cada fio levantar-se, como se estivessem acordando de um estado de hibernação. Borboletas no estômago. Borboletas que voam sem parar. Não me incomodo, não me julgo. Elas entram ali, sem permissão. Elas entram aqui, sem dizer por que vieram. Sem mandar um telegrama dizendo que já estão chegando. São borboletas no estômago, que se mexem a cada vez que ouço a sua voz, como se fosse a música principal de um baile dançante. Um baile de borboletas. E sua risada, mesmo que às vezes, com um pouco de timidez. Ou minhas risadas. Um banquete para elas. O seu toque, em meu sonho, que vem à tona todas as noites, fazem elas dançarem, mais uma vez.
Priscilla Martins.

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