sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Me sinto presa, como um pássaro numa gaiola. Incapaz, impotente. A pior sensação que já pude sentir. Ver tudo o que acontece, e não pode fazer absolutamente nada, me machuca, não poder saber as consequencias, antes mesmo de tomar uma decisão, é complicado. Arrependimento, também mata. Aos poucos. E tentar voar com os pés no chão, não adianta. Amar, sem sentir saudade, não é amar. E chorar sem sentir saudade ou explodir de felicidade, é tão improvável, quanto conseguir gargalhar quando o que mais se quer e desabar em lágrimas.
Priscilla Martins.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Os diferentes que são normais.

Ainda não consigo compreender por que as pessoas vêem tanta diferença em gente tão normal. Não consigo identificar a anormalidade que tantas pessoas enxergam em pessoas como eu, como você. Mais também, é muita hipocrisia, dizermos que somos todos iguais. Sim, por que o anormal, o estranho, vem daquelas pessoas que não assumem que sem diferenças, o mundo ia ficar um tédio, uma chatice. Brancos, negros, homens, gays e lésbicas. Lágrimas e sorrisos saem de qualquer um. Eles não escolhem cor, nem opção sexual para aparecerem. O coração não tem cor, e o melhor das pessoas, não se define pela condição social. Caráter, não tem sexo; E o amor, é igual pra todos. O ''diferente'', é normal. O que não é normal, é todos serem literalmente iguais.
Priscilla Martins.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Querendo muito mais.

Tudo o que pensei, nada do que senti. Estou vazia agora, e isso é estranho. Nunca havia me sentido assim. Fria. Sem nenhum sentimento pra tampar o buraco que sobrou. Sabe-se lá o que aconteceu. Em ideias insanas e atitudes precipitadas, eu me perco em palavras, que nem sequer consigo pronunciar. Não consigo crer que o coração que estava prestes a explodir de tanto sentimento desconhecido, que nele habitava, agora não passa de um vazio imenso. Assim como um grito à beira de um precipício. E agora, quem grita, é minha alma. A única coisa que sobrou, acredito eu. Todo o timbre da voz aguda, ecoa na imensidão que resta. Agora, palavras não estão mais valendo, e os gestos, as atitudes, as iniciativas, me convencem mais, muito mais. Pois já cansei de ter que me contentar com pouco. De aceitar toda e qualquer situação. Eu quero e sei que posso ter muito mais do que tudo isso. Nem que pra isso, todos os limites sejam ultrapassados, e todas as regras, quebradas.
Priscilla Martins.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Último abraço, primeiro adeus.

Seus olhos, procurando os meus. Os meus, procurando um lugar pra se esconder. O frio na barriga, as palavras fugindo. Cada gota de chuva, caindo sobre nós. Enquanto cada lágrima se segurava pra não cair no precipício do teu rosto. As pernas tremiam, assim como o resto do corpo. As palavras que saiam da minha boca, pouco a pouco te feriam, destruíam. Dava pra ver em seu olhar. O último abraço, o primeiro adeus. O ver partir daquele jeito, doeu, mais do que eu imaginava. Meu coração partia, e uma parte ia embora junto contigo, enquanto o chão desabava debaixo dos meus pés mesmo que a vontade que eu tinha naquele momento, era mesmo cair. Eu sei, em despedidas, nada é fácil, sempre há aquele aperto no coração. Inevitável. A vontade foi minha, a culpa, também. Mais acho que a dor, infelizmente, sobrou toda pra você. Arrependimento. Não por ter te deixado partir. Mais sim por não conseguir pedir que ficasse.
Priscilla Martins.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Desencontros e despedidas.

Hoje eu pensei, senti, me envolvi. Refleti sobre tudo o que acontece, aqui e agora. Sobre tudo que me afeta, sobre desencontros e despedidas. Beijos e lágrimas, carícias e desavenças. Lembrei-me do teu sorriso, das tuas palavras, do teu abrigo. Meu sonho vivido, minha realidade concreta. Eu poderia morrer falando, escrevendo, chorando. Mais nada, absolutamente nada, poderia representar ou expressar o que guardo no peito. Pois vai além de palavras, além de gestos e carícias. Acredite, é mais forte que eu, mais forte que você. Mais forte que tudo que possa imaginar.
Priscilla Martins.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sonhos improváveis.

Pra falar a verdade, já cansei de sonhar sonhos impossíveis, de flutuar e de tentar voar. Ainda ando, corro e tropeço, mais agora com os pés no chão. Estou cansada de ter que cair quando minha vontade é tocar além das nuvens, quando eu mesma me desafio a sonhar mais uma vez e me convenço que parar agora, não vai adiantar. Minha vida acaba de começar, e ainda tenho muitos sonhos que posso alcançar. Por eles e por mim, não posso desistir, mesmo que sonhos improváveis e contos de fadas fictícios já não me satisfazem.
Priscilla Martins.

Seu movimento, minha alegria.

Na dança sincronizada, nos movimentos improvisados. Nas palavras ditas ao ver o pôr do sol, e nas carícias feitas ao contar estrelas. No peito explodindo a cada beijo e em cada fio que se arrepia diante de um abraço. No seu rosto, em seu sorriso, me aconchego em seus braços. No teu olho, o meu refúgio, e em tua vida, cada passo. Em cada palavra e erros de português, risadas trocadas, horas em descaso. Seja lá como for, aonde estiver, como andar ou como agir; O meu amor não muda, nem se modifica, meu coração não vai procurar outro lugar para se abrigar, a não ser em sua companhia.
Priscilla Martins.

domingo, 2 de janeiro de 2011

How far can love go?

Quando o conheci, não imaginava que iria chegar aonde chegou, nem que ia doer, como dói, também não quis machucar ninguém. Não entendo o por quê que sempre que estou lá no alto, vem sempre alguém que me puxa os pés e me faz cair na realidade. Alguém que me mostra que nada é perfeito, e tudo, absolutamente tudo, tem suas consequencias. Eu queria poder te amar, sem dor, nem culpa. Sem medo, sabendo que não estou machucando ninguém. Não sei por que ainda cumpro regras, não sei por que ainda não aprendi, que o que vale mais, é o que se encontra dentro do coração, e que a razão, não vale quando o assunto, é amor. Havia esquecido a tempos, o quanto aquele frio na barriga, e aquele arrepio são bons. Já havia esquecido a tempos, que o amor é lindo, mais dói. E amar ainda, sem poder te olhar, nem te tocar, dói mais ainda. A culpa, não é por estar longe, e sim por não poder estar por perto.
Priscilla Martins.