quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A ''velha infancia''...

Lembro-me até hoje o jeito que me olhava. O jeito que sorria orgulhoso quando me via, mesmo quando de longe. Lembro-me também, como seu coração batia. Forte, rápido. Nós éramos duas crianças. Não sabíamos o que estava acontecendo de nós, nem o que ao certo estávamos sentindo. Mais nós dois sempre tivemos a certeza de que era forte e verdadeiro. Suponho que tenha sido por isso que essa história marcou. Marcou muito mais do que qualquer outra história. Os carinhos puramente trocados, as palavras inocentemente ditas. O sentimento verdadeiramente demonstrado. E isso era fácil, afinal, éramos duas crianças, brincando de amar.
Priscilla Martins.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caminhos.

Agora me encontro a frente de duas estradas. Não estou caminhando em nenhuma delas, ainda. A direita, está a '' Estrada da felicidade '' : simples, mas com curvas perigosas. O fim dela, não consigo avistar. Deve estar muito longe, e deve ser muito difícil chegar até lá. Á minha esquerda, se encontra a '' Estrada da Tristeza '' : bonita e atraente. Quase sem curvas. Mais se eu olhar bem, quase dá pra enxergar todo o escuro que se encontra no fim dela. Ainda estou parada. Indecisa. Por um momento, até penso que deve ser mais fácil andar em linha reta, lamentando por nunca chegar aonde quero. Preciso decidir, já está na hora. Não posso ficar aqui o tempo todo, sem saber o que fazer, nem aonde ir. Pensando bem, é bem melhor enfrentar curvas perigosas, ter medo de nunca chegar, mais continuar andando, sei que o final da estrada que se encontra a minha direita, é bem mais bonito do que a que se destrói a minha esquerda. Agora caminho. E não tenho medo de quanto vou demorar pra chegar; Sei que durante o caminho, flores coloridas nas esquinas das curvas fechadas, vão me acompanhar. O que não posso agora, no meio da estrada, é desistir.
Priscilla Martins

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Personalidade : frágil, mais forte.

   É difícil me definir. Sou um tudo e ao mesmo tempo um nada. Desisto das coisas facilmente quando vejo que não tem belos resultados. Luto pelo que não vale realmente a pena e me esqueço de simplesmente lembrar do que vale. Por fora sou silêncio, mais por dentro sou barulho, muito barulho, tanto que se alguém entrar fica surdo. Quando estou falante, estou contente. Agora quando estou quieta, pode ter a certeza que estou precisando de consolo. Sou difícil de me apegar a alguém, mas quando eu me apego sou muito difícil de me desapegar. Defeitos tenho milhares, qualidades não consigo enxergar. O meu pior defeito deve ser a timidez e o apego fácil em quem não vale realmente a pena. Melhor qualidade? Deixo as pessoas ao meu redor dizer. Quando estou disposta a fazer algo, faço até o final, não importa qual seja o final, bom ou ruim. Mudo sempre, atitudes apenas... Minhas opniões e essência ficam. Amo coisas simples e amo mais ainda quem me rouba um riso. Quem me faz rir, ganha minha admiração eterna. Não sou de ficar falando muito, mas quando falo faço a questão de causar uma boa impressão.
   Tímida ao cubo, deve ser por isso que admiro pessoas mais abertas. Mas mesmo assim gosto do meu jeito, mais reservado. Do mesmo modo que gosto de pessoas que me fazem rir, gosto de fazer elas rirem também. Elogios sempre são bem vindos, agora crítica é uma coisa que ainda não aprendi a lidar. Talvez seja por falta de maturidade e logo, logo vou aprender que elas só me ajudam a crescer e melhorar. Odeio pessoas muito melosas e grudentas, gosto de carinho e abraços mas sem exagero. Sofro de mudanças de humor sempre, e isso é outra coisa que não consegui lidar também. Confio em Deus com todas as minhas forças, ele é o que me deixa mais fortes nas noites e dias turbulentos. Amigos, tenho poucos, mas são meu chão e eu não os trocaria por milhões de outros amigos. Confio muito nas pessoas que estão ao meu redor, e isso pode ser um dos meus maiores defeitos por as vezes me desapontar. Sou uma eterna apaixonada, ainda acredito no meu final feliz com o cara dos meus sonhos.
   Sou dramática, tão dramática que se eu fizesse uma novela mexicana faria um belo sucesso. Não sei esconder uma dor, não sei esconder um sentimento, não sei esconder uma verdade. E se eu esconder algum dia, em um dia qualquer irei mostrar a realidade. É. Me definir não é meu forte, é melhor me julgarem pelas as minhas atitudes do que nas minhas palavras. Porque minha atitude por mais que seja não pensada, no fundo é o meu desejo.
Nathália Ferrari, perfeita como sempre.

Já está na hora de ir embora, sem mim e sem você.

   Eu queria poder fugir. Arrumar minhas malas, sair pra fora e te avistar de longe, me esperando no carro. Correr antes que alguém me visse, pra ninguém me impedir. Íamos pra um lugar distante, que fosse só nosso. A unica paisagem que teria, seria a cor dos teus olhos, penetrando nos meus. O único cheiro que podia haver, seria o seu. A unica regra pra nós dois, seria que não podíamos sair um de perto do outro. A unica coisa pra nos julgar, seria as horas, que poderiam passar e passar, com pressa, sem se importar. Mais não ia fazer nenhuma diferença. O relógio podia desperdiçar horas, mais ficaríamos ali. Só eu e você. Ninguém pra nos julgar, nada pra nos impedir. Eu queria mesmo que esse sonho se realizasse. Que você percebesse que eu sempre tive aqui, te esperando. 
   Olho pela janela, você está no carro... Um pouco distante. A chuva começa a cair, percebo a preocupação em seu rosto, a pressa. Saiu de casa, correu até o carro, e te deu um beijo. Ela, que podia ser eu, está no meu lugar, e você foi sem mim... Mais uma vez. 
  As horas passam, mais agora devagar. Estão passando preguiçosas, insistindo em demorar. Sempre foi assim, mais agora passa ainda mais devagar. Agora eu percebo, que quando eu tinha você por perto, mesmo não sendo meu, com uma pequena possibilidade de eu poder te amar algum dia, era bem melhor do que não te ter nem do outro lado da rua, não poder te ver nem por mais um instante, sem nenhuma possibilidade de algo acontecer. Agora somos só eu e o relógio, ele andando sem pressa, e eu já achando que já fiquei demais por aqui. Já está na hora de ir embora, assim como você. Vou fazer literalmente como você fez. Vou ir sem mim, sem meu coração, por que embora eu vá, meu corpo e minha alma, serão sempre seus, e estarão sempre com você. 
   No vazio da noite, escuta-se um tiro. Ela morreu. Ele, carrega até hoje, o coração dela, sem nem saber.
Priscilla Martins


domingo, 5 de dezembro de 2010

Eternamente.

Eu não entendo mais nada. Não sei o que estou sentindo agora, se é amor ou paixão, se é frio ou calor, se é carência ou dor. Eu só sei que esse sentimento está começando a me machucar, por que sei, que seja lá o que for, está bem distante a ideia de te ter só pra mim. Quando penso em te perder, as lágrimas tomam conta do meu rosto, e não sei por que choro por perder uma coisa que nem tenho. Me dói só de pensar que você pode encontrar outra em seu caminho, e esquecer que estou aqui esperando você. Me deixa sentir teu cheiro, olhar seus olhos mais de perto, que jamais o deixarei partir. Me dá a tua mão, entrelaçe os seus dedos nos meus, vamos ver o pôr do sol, enquanto caminhamos pela praia. Me dá a sua mão, e caminha comigo, pro resto de nossas vidas, e deixa eu te fazer feliz.
Priscilla Martins.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vida.

Eu sou apaixonada pelo movimento. Fascinada com a perfeição da natureza, com a beleza do natural. Me interesso por tudo o que é simples, mais que tem um valor incrível. Adoro a imagem, mais gosto mais ainda da troca de ideias. Sei o tamanho e a importância que tem pequenos momentos, gestos improvisados, palavras não pensadas. Conheço de perto o bem e o mal, o bom e o ruim. Mais ainda tenho muito pra saber. Tenho lugares para conhecer, pessoas para encontrar. Muita coisa pra tentar mudar : em mim mesma, e nos outros. Enfim... Eu amo a vida, mais amo mais ainda a oportunidade de descobri-la e explora-la cada vez mais. E é essa a razão pra eu querer continuar. É o motivo de eu permanecer em pé; Mais não parada.
Priscilla Martins