segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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E eu me cansei de sempre voltar pros teus braços e ser desamparada quando preciso. Cansei de sempre desistir de desistir. Vivi sozinha por toda minha vida. Não é agora que ficarei dependente de alguém.
Priscilla Martins.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

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E eu não sei de quem tento esconder esse amor. Se é de mim, se é de você, se é dos outros. Tá claro, e todo mundo vê, que é só você que me faz rir, e é só sua voz que me acalma. E, por mais que fugimos um do outro... Não seríamos capazes de ir embora.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Fingindo.

Vazia, estranha, dolorida, cansada. Carente, irreconhecível, mau-humorada, mau-desejada. Sozinha, sensível, chorona, chata. Incompreensível. Finge sorriso, inventa palavras, tenta ser 'legal'. Faz brincadeiras que nem ela gosta. Tenta ter uma realidade, que a muito já não é a sua. Nunca foi completa. Sempre lhe faltou algo. Mas agora que tem, não sabe o que fazer. Está confusa, e simplesmente... Simplesmente quer sumir. Da vida deles, da vida dela, da vida! Força pra isso ela não tem. Ainda não chegou nesse ponto. Mas se sente tão solitária, que chega até pensar, que se sumisse não faria falta. ''Sempre fui sozinha. Pensei que ia ser diferente. Mas por que seria diferente só agora? Sempre vivi por mim mesma. E por todas as outras coisas que ainda tenho que fazer. Mas o sentido da vida agora é outro, por que por mais que eu lute, não tenho força e ingenuidade o bastante pra continuar, como antes eu continuaria. O medo persiste. As mãos tremem, e dos meus olhos, só falta 'jorrar' água quando eu deito minha cabeça naquele maldito travesseiro. Rezar? Já sim. Já rezei. Já implorei pra que Deus me tirasse toda essa esquisitice que me incomoda. E seria um pecado enorme dizer que ele não me escutou. Dizem que Deus não demora, ele capricha. No meu caso... Nem precisa caprichar. Hoje, qualquer brecha pra que eu possa ser feliz, eu entro dentro.''
Priscilla Martins.


domingo, 30 de outubro de 2011

E eu ando meio assim, sei lá. Confusa, apagando tudo o que me faz mal, excluindo tudo o que me machuca. Olhando com olhos diferentes, pessoas que me atingem. E seguindo um caminho certo, não traçado ainda por ninguém, pra não chegar aonde já chegaram. Caminhos diferentes, que me levem aonde eu quiser, aonde eu preferir, achar melhor. Eu quero subir no palco, e mostrar pra todos eles, todos esses. Que tudo aquilo que eles pensaram que eu não faria ou não conseguiria, é apenas um motivo pra eu tentar ir mais além.
Priscilla Martins.


Sempre. Sua.

Você sabe que não vai me perder de jeito algum, nunca, nunca. Vou estar sempre aqui, com você, pra o que você precisar. Quero sua felicidade antes mesmo de querer a minha. O teu sorriso, antes mesmo de procurar o meu. Te quero pra sempre do meu lado. Te quero como nunca quis ninguém, e acho que deve ser isso que me deixa assim, totalmente e inteiramente entregue a você: nas suas mãos. Vou cuidar de você, e nada poderá te machucar, quando eu ainda estiver do teu lado. E esse ainda, quer dizer sempre. Sempre pode não existir. Sempre, pode sempre acabar. Mas agente vai ter um pra sempre. E se a a palavra ''sempre'', não existir mesmo, agente cria um eterno. Agente cria um ''até depois da morte''. Te amo, te amo mesmo. Você é meu, muito meu, assim como eu sou tua.

Priscilla Martins.


Crescer.

E um dia, você vai rir de tudo aquilo que você acha sério hoje. Vai rir de todas as coisas que você ja fez, de todas as vezes que você ja chorou, de todas as suas palavras sem sentido e brincadeiras infantis. Um dia você vai crescer e amadurecer, e ver que nada disso que você vê e pensa hoje, é realmente verdade.

Priscilla Martins.

domingo, 11 de setembro de 2011

Dando valor.

Ontem vi três crianças de rua no metrô. Quando elas viam uma pessoa parada, perguntavam para ela se tinha dinheiro ou alguma comida pra dar a eles. Um homem os parou, e deu uma garrafa de Coca Cola. O menor pegou, e saiu feliz. Os outros também, ficaram felizes. Três crianças esguias. Com fome. Talvez sem casa, sem pai, sem mãe, e sem nem saber ler nem muito menos escrever. Elas iam andando na minha frente, riam e conversavam. A menina era magra, seu cabelo e sua pele sem vaidade alguma. Os meninos, com roupas e tênis sujos. Eles pararam numa grande caixa aonde estava escrito ''doem agasalhos''. Olharam dentro dela, mas nada tinha. Passaram por debaixo da catraca, e o fiscal do metrô disse '' ei menina, você ta grande hein?! '' como se conhecesse a tempos. Saíram pulando e sorrindo mais ainda. Fiquei me perguntando o dia inteiro: o que eles tem pra ser felizes? É, não achei resposta. Só percebi que, dentre todas as coisas que falamos com Deus, a maioria dessas coisas são para reclamar e perguntar ''por quê comigo?''. E não é querendo ser moralista, ou sei lá, clichê. Mas dê valor ao que você tem, e lute pra que além de você ter as coisas que deseja, consiga ajudar os que precisam.
Priscilla Martins